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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Lançamento do Projeto Brasil Local Etnodesenvolvimento e Economia Solidária

Comunidades quilombolas de todo o país iniciaram, na semana passada, um relacionamento diferente com a universidade pública federal. Pela primeira vez, populações tradicionais ingressam na instituição com a proposta de estabelecer uma relação igualitária com a Academia na produção de conhecimento, na afirmação e no fortalecimento de atividades produtivas baseadas na economia, na comercialização e na organização social solidárias.

Esse passo foi dado segunda-feira (27/09) com o lançamento do Projeto Etnodesenvolvimento e Economia Solidária do Programa Brasil Local, no auditório Horta Barbosa, do Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) pela Fundação Coordenação de Projetos, Pesquisas e Estudos Tecnológicos (Coppetec).

Executora do projeto e organizadora do lançamento, a Coppetec atua em parceria com o Núcleo de Solidariedade Técnica (Soltec/ UFRJ) e com a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Quilombolas (Conaq) para viabilizar o projeto, o qual faz parte de um programa do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), intitulado Brasil Local, que tem a Cáritas Brasileira como entidade articuladora nacional.

Pesquisa-ação – O lançamento reuniu representantes das dez entidades integrantes do Projeto Etnodesenvolvimento e Economia Solidária e conferiu reconhecimento a uma metodologia de pesquisa inovadora: a “pesquisa-ação”. Desenvolvida para proporcionar aos estudiosos o papel de pesquisadores deles mesmos, a pesquisa-ação é um conjunto de métodos cujo objetivo é, dentre outros, o de promover um novo e diferente desenvolvimento das comunidades quilombolas.

Por meio dessa metodologia, “a própria comunidade estudada é quem desenvolve a pesquisa, ou seja, com base em sua própria experiência, ela produz o conhecimento novo, chancela ou não e patenteia conhecimento o tradicional”, explica o coordenador executivo do Projeto Etnodesenvolvimento e Economia Solidária da Coppetec, Quêner Chaves do Santos. Segundo ele, a UFRJ está à frente dessa nova metodologia por intermédio do professor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppetec/UFRJ), Michel Jean Marie Thiollent.

Missão – Outra inovação do projeto evidenciada durante o lançamento é o fato de ele estar focalizado em atividades produtivas realizadas em territórios étnicos. De acordo com Quêner Santos, os territórios étnicos são espaços de desenvolvimento e de aplicação de políticas públicas em áreas interligadas, as quais se relacionam entre si de forma integrada, respeitando a identidade cultural e étnica da comunidade.

O lançamento serviu também ato de abertura para o I Seminário de Formação, realizado para preparar dez articuladores territoriais contratados pelo governo federal para coordenar 30 agentes de desenvolvimento solidários distribuídos em 11 estados da Federação.

Uma das principais missões desses articuladores é a de promover o fortalecimento de 100 empreendimentos existentes em territórios étnicos-solidários, ou seja, em comunidades quilombolas.Têm ainda a tarefa de mapear e de identificar novos possíveis empreendimentos solidários, dentre eles, os bancos comunitários. Reportagem especial - leia mais:

40 mil pessoas foram beneficiadas com projetos

Cáritas Brasileira luta pela regulamentação da economia solidária

Programa Brasil Local investe em novos conceitos de inclusão social

Lançamento na UFRJ rompeu paradigma e promoveu ocupação de espaço público

Quilombo Campinho da Independência conquistou a propriedade da terra



Por Carla Lisboa (Cáritas Brasileira)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Evento na UFRJ lança projeto de etnodesenvolvimento e economia solidária

27/09/2010

A Fundação Coordenação de Projetos, Pesquisas e Estudos Tecnológicos (COPPETEC/UFRJ) e a Secretaria Nacional de Economia (SENAES/MTE) convidam para o lançamento do Projeto Brasil Local – Etnodesenvolvimento e Economia Solidária. O Projeto é uma parceria entre a fundação e a SENAES/MTE, que conta ainda com o apoio da Coordenação Nacional das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) e o Núcleo de Solidariedade Técnica (SOLTEC/UFRJ.).

Esta política pública específica visa promover o Etnodesenvolvimento e a Economia Solidária por meio da atuação de agentes de desenvolvimento local em 105 comunidades quilombolas, em 11 Unidades da Federação (RS, PR, SP, RJ, ES, MG, GO, PA, BA, MA e PE), com um público beneficiário estimado em 7.500 famílias.

O evento contará com uma Mesa de Abertura, a apresentação do projeto para os convidados e parceiros do projeto e debate.

Serviço

Data: de 27 de setembro de 2010 a 1° de outubro de 2010

Hora: a partir das 9h

Local do Evento: Av. Athos da Silveira Ramos 149, Auditório Horta Barbosa, Bloco A, 1º andar.

Centro Tecnológico/UFRJ, Cidade Universitária – Ilha do Fundão/Rio de Janeiro.

Lançamento do Projeto e Seminário de Formação

Fonte: ABONG

Notícias relacionadas: Especial Brasil Local - Cáritas Brasileira

domingo, 15 de agosto de 2010

Cáritas Brasileira, SENAES/MTE e mais 09 executoras do Projeto Brasil Local realizam atividade de articulação nacional em Brasília

Na semana que passou o projeto de articulação nacional do Brasil Local, executado pela Cáritas Brasileira, realizou atividade com mais 09 organizações das cinco regiões do Brasil, inclusive representantes quilombolas, no Projeto do Etnodesenvolvimento, e mulheres, no Projeto de Economia Feminista, para discutir ações na 1ª Oficina Nacional de Planejamento, Monitoramento, Avaliação e Sistematização (PMAS). Mais especificamente entre os objetivos da Oficina, podemos destacar:

Objetivo Geral:

Iniciar um processo de planejamento, monitoramento, avaliação e sistematização do Programa Brasil Local, a partir dos projetos das entidades executoras com o intuito de integrar as diferentes ações.

Objetivos Específicos:

- Compartilhar as diferentes metodologias e instrumentos;
- Visualizar os planos operacionais de cada Entidade Executora;
- Intercambiar os saberes, instrumentos, registros, rotinas e produtos em fase de elaboração e previstos;
- Buscar consensos quanto à concepção geral do projeto, identidade, especificidades, objetivos e metas;
- Analisar o contexto interno e externo do programa;
- Construir acordos coletivos e consensos acerca dos objetivos comuns;
- Socializar os resultados do debate sobre o sistema de informação.

Cerca de 60 pessoas entre Coordenação Nacional, Regionais e Estaduais, inclusive Distrito Federal, estiveram presentes e pudemos perceber o desafio que será integrar um projeto com a diversidade que o Brasil Local já identifica a partir de suas metas, abrangências e na perspectiva das comunidades.

Ainda temos aproximadamente mais um ano de execução do projeto pela frente e o foco agora será agregar uma agenda comum nos eixos prioritários identificados para articulação, sobretudo do ponto de vista do diagnóstico e pesquisa, será uma prioridade a inclusão das temáticas nacionais nas ações de formação, pesquisa e sistematização regionais e as ações nacionais deverão ter condições de atender algumas demandas locais.


Brasil Local Rondônia - Região Norte II


sábado, 17 de julho de 2010

I Seminário Municipal de Economia Solidária em Guajará-Mirim

O Projeto Brasil Local em parceria com a prefeitura de Guajará-Mirim, através da Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca, realizou, na manhã e tarde da sexta-feira (16/07), o I Seminário Municipal de Economia Solidária, no auditório da IDARON. O chefe de gabinete, Dércio Keher, o Vice-Prefeito Hilter Videira e o Secretário Municipal de Agricultura e Pesca, estiveram presentes.

A abertura do evento ocorreu por volta das 10h com apresentação dos objetivos do Seminário, seguido pela apresentação das políticas e projetos existentes para o segmento, bem como apresentação do Projeto Brasil Local - ITASA e SENAES/MTE, realizado pela Coordenadora Estadual, Andréa Mendes.

Foto: Assessoria de Imprensa
Prefeitura de Guajará-Mirim

O Seminário Municipal de Economia Solidária reuniu empreendedores solidários urbanos e rurais, gestores públicos, instituições de assessoria e fomento e outros representantes da sociedade para discutir temas variados em torno da Economia Solidária, fortalecimento da atuação destas instituições no município e uma melhor organização dos empreendimentos da rede de economia solidária que pretendem instituir.

Esmeraldo Pedroso de Oliveira, representante da Cooperativa RECA apresentou a experiência dos 21 anos do trabalhos desenvolvidos em Nova Califórnia/RO.

Fabrício Cruz, do ICMBio, apresentou a experiência realizada pelas comunidades da Reserva Extrativista Rio Ouro Preto.

Sara Godinho, coordenadora do Projeto Cataforte/Cootraron, apresentou a perspectiva do projeto para fortalecimento dos catadores e catadoras, especialmente no Território Madeira Mamoré.

Os gestores públicos de Guajará-Mirim, Vice-Prefeito, Secretário de Agricultura e Pesca e Chefe de Gabinete, apresentaram as perspectivas da Prefeitura para o próximo período.

Na sequência dos trabalhos, no período da tarde, foi realizada uma oficina para identificação das demandas locais que poderão ser apoiadas pelo Projeto Brasil Local e construção de uma agenda coletiva de trabalho. Foi criado um GT Municipal para fomento à Economia Solidária em Guajará-Mirim.

Entre as demandas prioritárias:

- Assessoria técnica e formação, comercialização solidária e cultura local, apoio a organização de redes, apoio ao turismo sustentável e solidário, extrativismo, reciclagem e coleta seletiva.

Cada empreendimento solidário participante: Associação de Açaizeiros de Guajará-Mirim (ASAGUAM), Guajarartes, Casa de Cultura Indígena Urukunê-wao, Coordenação dos Bois Bumbás, agricultores, entre outros, apresentaram um panorama do desenvolvimento das Políticas Públicas que chegam ao Município e Território, onde apontam limites e desafios que precisam ser superados.

O agente local é Edjales Benício de Brito, fará pesquisa em torno do potencial sócioeconomico da economia solidária no município e realizará suporte técnico aos empreendimentos já constituídos ou com potencial para a Economia Solidária.

Entre outras organizações e representantes que estiveram no Seminário, podemos destacar a Secretaria Municipal de Educação, FUNAI, Ong Kanindé, representante do Núcleo IATA, Projeto Cataforte. Cerca de 22 pessoas participaram do Encontro.

O Projeto Brasil Local é executado pelo ITASA em convênio com a Secretaria Nacional de Economia Solidária - SENAES/MTE. Em Rondônia, sete municípios serão contemplados.

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Projeto Brasil Local Rondônia

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Centro de Formação para Economia Solidária realiza atividades de articulação em Rondônia

O Projeto CFES tem como objetivo geral, implantar o Centro de Formação em Economia Solidária na Região Norte - CFES -Norte, orientado a partir de uma articulação nos 07 Estados, possibilitando à formação de formadores(as), educadores(as), gestores(as) públicos e pesquisadores que atuam com economia solidária, contribuindo para fortalecer seu potencial de inclusão social e de sustentabilidade econômica, bem como, sua dimensão emancipatória.

Abrangência de atuação do Projeto na Região Norte:




















Durante os meses de maio a junho/2010 a equipe de articulação estadual do Centro de Formação para Economia Solidária, composta por representantes do Território Madeira Mamoré e Central, realizou encontros para discutir a implementação deste projeto no Estado de Rondônia.

As atividades incluiram ações como: discussão de uma proposta de Plano Político Pedagógico e Participativo, estratégias de capilarização da economia solidária no Estado, criação de uma Rede de Formadores e formalização de parcerias locais.

No dia 08 de julho de 2010, a coordenação do CFES Norte participou de reunião na sede do INCRA em Porto Velho/RO, com o objetivo de apresentar o Projeto do CFES, na ótica da Universidade Federal do Pará e dialogar estratégias comuns de execução dos cursos estaduais, oficinas locais, encontros de articulação e seminários.

O ponto de convergência da discussão foi a importância de articular os vários projetos de formação, assessoria técnica desenvolvidos junto aos empreendimentos solidários.

A equipe continuará se reunindo para construir a agenda da formação no Estado.


quinta-feira, 1 de julho de 2010

Inicia a Formação para Catadores no Projeto Cataforte em Rondônia

O CATAFORTE é um projeto do governo federal. Uma parceria estabelecida entre a Secretaria Nacional de Economia Solidaria (SENAES/MTE), Fundação Banco do Brasil e, em Rondônia, é executado pela Cooperativa de Trabalho Agroambiental - COOTRARON, que visa à formação de 200 catadores e assessoria técnica.

O Projeto tem foco o Território Madeira Mamoré (Porto Velho, Candeias do Jamari, Itapuã do Oeste, Nova Mamoré e Guajará-Mirim), porém já extendeu-se e realiza atividades de formação e assessoria técnica no municipío de Ariquemes/RO (Território Vale do Jamari). Também, não descarta a perspectiva de ações em outras localidades no plano de criação de uma Rede Estadual Catanorte.


O CATAFORTE tem como objetivo principal o fortalecimento do associativismo e cooperativismo de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis em pelo menos 17 Estados do Brasil, com enfoque no desenvolvimento das práticas de Economia Solidária a fim de melhorar as condições de trabalho, empoderamento socio-político, organização coletiva e a qualidade de vida das famílias.



O Projeto da Cootraron -FBB - SENAES, prevê a execução do primeiro módulo até julho de 2010. Nesta primeira etapa, as ações de formação e assessoria técnica acontecerão concomitantes com o processo de identificação, sensibilização e mobilização de participantes e parceiros.



Na sequência desta primeira etapa, acontecerão outros cinco módulos de formação presencial e em alternância, assessoria técnica, seminários, oficinas e outras atividades.



Como parcerias já estabelecidas estão a Prefeitura de Porto Velho, através da Secretaria de Desenvolvimento Sócioeconomico e Turismo, Secretaria de Meio Ambiente e SEMUSB, o Projeto Brasil Local, que também é uma ação da SENAES/MTE, através do Instituto para o Agronegócio e Meio Ambiente Floresta Amazônica e tem como horizonte a organização da Economia Solidária nos Estados da Amazônia Ocidental.


A Coleta de Materiais Recicláveis é uma prioridade do Governo Federal, que ao longo do período, identificou demandas do movimento dos catadores e dialogou com outros projetos da Secretaria Nacional de Economia Solidária, como por exemplo, o Projeto de Desenvolvimento Local e Economia Solidária - PPDLES, que fez o levantamento sócioeconomico e produtivo de empreendimentos solidários de catadores (as) em vários Estados.



Fonte: Assessoria Cataforte Unitrabalho

domingo, 27 de junho de 2010

Prefeitura de Guajará-Mirim apoiará Brasil Local em Rondônia

A Secretaria Nacional de Economia Solidária-MTE através de um projeto executado pelo ITASA (Instituto de Tecnologia para o Agro negócio e Meio Ambiente Selva Amazônica) em parceria com a Prefeitura Municipal de Guajará-Mirim/RO, desenvolverão ações de consultoria especializada aos empreendimentos locais, representadas por um conjunto de iniciativas inspiradas em valores humanos que coloca o ser humano como sujeito no processo da vida e na atividade econômica, em vez da acumulação de capital. Isso pressupõe mudanças importantes no mundo do trabalho, incentivando a eqüidade, a democracia, a cooperação, a solidariedade e a qualidade das relações no trabalho. Compreende uma grande diversidade de práticas econômicas e sociais - de produção, distribuição, finanças, trocas, comércio, consumo, poupança e crédito - organizadas sob a forma de autogestão.

No mês de julho/2010, Brasil Local e Prefeitura realizarão I Seminário Municipal sobre Economia Solidária. Este será um momento de dialogar com os empreendimentos solidários daquele município e fomentar a rearticulação do Fórum Municipal, criado em 2006.


Este Encontro será importante para o Projeto e Comunidade, desta maneira teremos oportunidade de garantir uma construção coletiva do Brasil Local no município, que estará orientado pela demanda dos empreendimentos solidários, bem como proporcionar uma aproximação destes representantes com o Fórum Estadual, afirma a Coordenadora da Equipe Estadual.


Outra questão relevante é a participação de empreendimentos de povos tradicionais indígenas, que está implantando a Casa de Artesanato Urukunê-Wao em Guajará-Mirim. Acompanhar e assessorar este empreendimento será desafiador e esperamos que o apoio do projeto resulte em bons frutos.


Além desta experiência indígena, Guajará-Mirim possui outras iniciativas econômicas sustentáveis, como da catação de materiais recicláveis, extrativismo e cultura local, que serão consideradas pelo Projeto.


Fonte: Agente Brasil Local e Prefeitura de Guajará

domingo, 20 de junho de 2010

VII Edição da FENAFRA - Brasil Rural Contemporâneo acontece em Brasília






O Brasil Rural Contemporâneo é o maior evento da América Latina de exposição e venda de produtos da agricultura familiar.

Ao todos, nas seis edições realizadas desde 2004 – quatro em Brasília (DF) e duas no Rio de Janeiro (RJ) – cerca de 700 mil pessoas compraram e saborearam produtos e se deliciaram com espetáculos e apresentações culturais. O crescente sucesso do evento reflete a importância do setor para a economia do País. No Brasil há cerca de 4,3 milhões de propriedades agrícolas familiares, que ocupam cerca de 70% da mão-de-obra no meio rural, de acordo com o Censo do IBGE/2006.

Rondônia esteve presente na VII FENAFRA:


Inara (Aromas da Floresta), Cris e Andréa (Casa de Criola)
Porto Velho

Gasodá Suruí (Associação Gamebey)
Cacoal

Esmeraldo Pedroso (Coopereca)
Nova Califórnia e Porto Velho

Roseli (GIPAC)
Cacaulândia

Keila Borba (Tropical frutas)
Ariquemes


Aldir Lauri (COOAPAVI)
Vilhena

Luciana ( Fortaleza Polpas) e Fátima (Associação de artesãos)
Ariquemes

terça-feira, 1 de junho de 2010

Encontro estadual e capacitação de Agentes ADL do Projeto Brasil Local em Rondônia

“O Brasil Local é um Projeto voltado para o apoio a articulação da economia solidária nos municípios, fortalecimento de empreendimentos solidários já existentes e estimulo a criação de novos grupos, com vistas a sua organização, geração de trabalho e renda por meio da economia solidária, com apoio pela atuação de Agentes de Desenvolvimento Solidário em comunidades urbanas e rurais”.

Vislumbrando transferir informações sobre Economia Solidária e Desenvolvimento Endógeno aos novos Agentes Locais, bem como dialogar a operacionalização das ações do novo projeto regional, o Itasa, através de seus consultores técnicos e coordenação estadual, realizou a primeira atividade coletiva em Rondônia, durante os dias 24 e 25 de maio, nas instalações do Hotel “O Compadre”, em Porto Velho/RO.


Trata-se de um projeto de porte regional que trabalhará em quatro estados da Amazônia Ocidental, no caso especial, destacamos as atividades em pelo menos 07 municípios de Rondônia.

A perspectiva de projeto regional para Economia Solidária, é bem recente na Amazônia, apesar de contar com experiências valiosas em diversas comunidades, os subsídios acumulados vem das etapas anteriores deste mesmo projeto, que era executado pela FUBRA/UNB.

O desafio para o Itasa, será dar continuidade aos trabalhos, observando as específicidades regionais e de nível técnico, para qualificar a ação nas comunidades. Deverá estimular o processo endógeno de mobilização das forças sociais e das potencialidades econômicas e culturais com a finalidade de promover mudanças na elevação das condições de vida, o bem viver e a felicidade da população, em harmonia com o meio ambiente, respeitando e valorizando as culturas e saberes locais, com a participação ativa e solidária da comunidade na autogestão do seu desenvolvimento.

Este projeto integra o Programa Economia Solidária em Desenvolvimento da Secretaria Nacional de Economia Solidária.

Postagem: Coordenação Estadual RO


Brasil Local na organização da I Feira e Seminário Estadual de Agroecologia e Comercialização Solidária

Projeto Brasil Local e Fórum de Economia Solidária, juntamente com outras organizações da sociedade civil e do governo, realizam a I Feira Estadual Produção Agroecológica, Orgânica e Economia Solidária, com o objetivo de dar visibilidade da produção agricultura familiar livre de agrotóxicos, artesanato, outras experiências produtivas solidárias, bem como proporcionar espaço de debate da agroecologia e comercialização solidária.


O evento aconteceu nos dias 27 e 28 de maio de 2010, na Praça Getúlio Vargas e Auditório da UNIR—Centro, em Porto Velho/RO e integra o Projeto Nacional de Comercialização Solidária executado pelo Instituto Marista de Solidariedade - UBEE em convênio com a Secretaria Nacional de Economia Solidária. Estiveram presentes mais de 50 organizações, entre empreendimentos solidários, entidades de assessoria e fomento, gestores públicos municipais, estaduais e federais.

Além de ser espaço de comercialização, a atividade proporcionou espaços formativos, dentre eles, o I Seminário Estadual de Agroecologia e Comercialização Solidária, que teve como proposta discutir as novas relações de produção sustentável e consumo ético, certificação sócio-participativa, transformações sociais e econômicas no campo na cidade, saúde e qualidade de vida.


Anderson Barcellos, consultor do Instituto Marista de Solidariedade, esteve presente no evento, tanto para acompanhar a realização da atividade, quanto para apresentar o Projeto Nacional de Comercialização Solidária.

Segundo, Francisco Evaldo de Lima, secretário estadual de Agricultura, o governo do estado já desenvolve ações para colaborar com a promoção da saúde integral da população, dentro do conceito agroecológico. No âmbito do programa de agroecologia, a Seagri desenvolve, em quase todos os municípios, atividades de promoção da agroecologia e da agricultura orgânica, através de oficinas, cursos e acompanhamento técnico em áreas como sistemas agroflorestais (SAFs), defensivos naturais, homeopatia e fitoterapia, certificação orgânica, hortas orgânicas e acesso a mercados.

“De fato, alguma proposta é desenvolvida no Estado, porém o investimento no agronegócio ainda prevalece às questões de saúde, soberania e segurança alimentar e nutricional”, comentam os participantes do Seminário.

A Secretaria Municipal de Agricultura, traz a experiência do Programa de Agricultura Integrada Sustentável, que atualmente fomenta e apoia a implantação de 100 unidades e 100 famílias desta Capital.

Segundo o Secretário Municipal em Porto Velho, Wildes Brito, a perspectiva de ampliar a produção livre de agrotóxicos e sustentável colabora com a sociedade no sentido econômico e social.

“Precisamos ter a visão do que realmente é o desenvolvimento que queremos. O casamento agroecologia e economia solidária complementa propostas de desenvolvimento e bem viver”.

Para Cesár Dutra, do Projeto Padre Ezequiel, é preciso aprofundar o debate da Comercialização, pois este é um gargalo tanto para a Economia Solidária quanto para a Agricultura Familiar, sobretudo de base agroecológica. Avançamos em programas de governo para estas temáticas no último período, mas esbarramos na grande agenda resultante dos programas com os quais nos articulamos, precisamos encontrar formas de dialogar de forma ampla estes vários projetos. Este é um importante espaço nesta perspectiva de diálogo.

Para Andréa Mendes, do Projeto Brasil Local e Fórum de Economia Solidária, a grande oportunidade é esta, estabelecer diálogos e pontes entre os trabalhadores nas várias regiões do Estado, pois além destas questões de agenda, ainda não nos conhecemos. É importante identificar o que produzimos, onde estamos e o que podemos construir coletivamente de propostas para o desenvolvimento que queremos.

Esmeraldo Pedroso do Projeto Recae e agente Brasil Local, expõe toda a dificuldade que tiveram para implantação e assentamento de famílias rurais na região de Nova Califórnia/RO, na década de 80, mas ao lado disto toda a esperança e persistência dos trabalhadores. Hoje o Reca é reconhecido como modelo de sustentabilidade.

“Precisamos entender que as coisas não acontecem do dia pra noite, como esperam algumas pessoas”.

“No Reca, todos (homens e mulheres) participam das reuniões e discutem juntos/as os rumos do empreendimento, nada é feito da cabeça de uma pessoa, os resultados, podem ser positivos ou negativos deverão ser assumidos pelo coletivo”.


É preciso fortalecer a produção de base agroecológica e espaços de Comercialização Solidária.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

FBES - Carta ao Presidente Lula

A atual crise demonstra a inviabilidade do modelo de desenvolvimento predominante, baseado no capital especulativo e na centralidade do lucro sobre o trabalho real. É também uma oportunidade histórica para se promover, com pulso firme, medidas para a democratização econômica e financeira e a reavaliação sobre os pilares que atualmente definem o desenvolvimento.

É preciso reconhecer e fortalecer instrumentos de crédito que sejam imunes a crises deste tipo, fomentando as iniciativas econômicas de caráter associativo, cooperativo e solidário, como vetores de um desenvolvimento ao mesmo tempo econômico, social, sustentável e enraizado na
comunidade.

Neste sentido, será um grande avanço a criação do Programa Nacional de Desenvolvimento da Economia Solidária (PRONADES), que, à semelhança do PRONAF, permita o acesso a crédito e fomento para os trabalhadores organizados coletivamente, na forma de empreendimentos solidários.

Uma das condições para estarmos imunes a crises como esta, que não são de forma alguma localizadas, mas sim estruturais, é a garantia de um estado efetivamente democrático e participativo. Para isso, é imprescindível a existência e reconhecimento das organizações e movimentos da sociedade civil, que cumprem um papel fundamental na promoção dos direitos, da cidadania ativa, do controle social, da cultura e de inovações em geração de trabalho e renda. Este reconhecimento requer um marco regulatório específico quanto ao financiamento público de ações da sociedade civil, garantindo a transparência e, ao mesmo tempo, a democratização dos recursos de nossa sociedade.

O movimento de Economia Solidária, junto a outros movimentos e organizações sociais, está construindo um desenvolvimento que favorece a auto-organização e autonomia das trabalhadoras e dos trabalhadores. Políticas públicas que dêem respaldo, reconhecimento e apoio efetivo a estas iniciativas devem ser prioridades do estado brasileiro.

Brasília, 26 de novembro de 2008
Coordenação Nacional do
Fórum Brasileiro de Economia Solidária

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Construir solidariedade e sustentabilidade nos espaços urbanos: a contribuição da Economia Solidária e das Tecnologias Sociais

Por Roberto Marinho Alves da Silva*

Nos últimos anos houve significativo aumento no número das iniciativas socioeconômicas coletivas que visam promover a cooperação ativa entre trabalhadores ou produtores autônomos e familiares, nas áreas urbanas e rurais, para viabilizar atividades de produção, de prestação de serviços, de crédito, de comercialização e de consumo. Essas iniciativas de economia solidária são fomentadas, em sua maioria, como alternativas ao desemprego, oportunidades de inclusão social e estratégias de dinamização de cadeias produtivas no âmbito de processos de desenvolvimento local ou territorial sustentável.

Até agosto de 2007, o mapeamento da economia solidária no Brasil identificou a existência de quase 22 mil Empreendimentos Econômicos Solidários (EES), com cerca de um milhão e setecentos mil homens e mulheres que realizam uma extensa variedade e expressiva quantidade de produtos e serviços.

*Roberto Marinho Alves da Silva é Diretor de Estudos e Divulgação da Secretaria Nacional de Economia Solidária

Artigo orinalmente publicado no portal da RTS.

Confira a publicação completa do artigo AQUI

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Mulheres organizam Exposição de Artesanato na Semana da Consciência Negra


Com o apoio do Projeto Brasil Local e da Coordenadoria de Mulheres do município de Porto Velho, os grupos Uniartes e Du Cipó, organizam Feira de Artesanato que acontecerá de 19 a 21/11, das 8h às 18h, na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, durante a II Conferência Municipal da Promoção da Igualdade Racial e dentro da Semana da Consciência Negra.

O objetivo é dar visibilidade dos produtos da economia popular e solidária, comercializar e integrar-se às manifestações culturais que ocorrerão durante toda a semana, até o fechamento dos trabalhos com a Marcha Zumbi.

Estarão contempladas 15 iniciativas no evento cultural e solidário.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Etnodesenvolvimento no Blog Nacional

Estratégias para o etnodesenvolvimento

Graduado em jornalismo, Quêner Chaves dos Santos desde cedo voltou-se para a militância política – focada principalmente na economia solidária. Trabalhou no apoio à organização produtiva de comunidades quilombolas no Governo Olívio Dutra, em 2002 e, no ano seguinte, no Departamento de Economia Solidária da prefeitura de Alvorada (RS). Atualmente, exerce o cargo de assessor de Etnodesenvolvimento do Projeto Brasil Local. Nesta entrevista ele explica o conceito de etnodesenvolvimento, fala sobre a participação dos povos tradicionais na construção de políticas públicas e aponta alternativas para impulsionar o desenvolvimento nos territórios onde estas populações vivem.

O que é etnodesenvolvimento?

O etnodesenvolvimento começou a ser trabalhado no início da década de 80, como parte de um movimento voltado para mudar os padrões do modelo de desenvolvimento que vinha sendo implementado, com altos impactos ambientais e desrespeito aos povos de comunidades tradicionais. O conceito de etnodesenvolvimento foi formulado pelo antropólogo mexicano Rodolfo Stavenhagem e apresentado em uma reunião promovida pela Unesco em 1981 e diz respeito à autonomia e participação dos povos tradicionais na construção de políticas públicas voltadas para eles mesmos. Então, a partir daquele momento, começou-se a discutir uma nova proposta de desenvolvimento, com respeito a estas populações e a natureza como um todo.


Mas que comunidades entram nesse conceito de etnodesenvolvimento?

É um conceito que começa com uma vertente mais indígena, a partir da luta dos povos na América Latina e do reconhecimento dessa luta pela Organização das Nações Unidaas e pela Organização Internacional do Trabalho. Mas, no último período, este conceito está sendo ampliado para a perspectiva de povos tradicionais. O Brasil mesmo aprovou recentemente uma legislação sobre o desenvolvimento de populações tradicionais, que são um conjunto de povos que tem na sua relação com a terra a força motriz para o seu processo de produção cultural e econômica. Se encaixam aí as comunidades quilombolas, indígenas, ribeirinhos, ciganos e etc. Atualmente, já contabilizamos mais de 20 segmentos no âmbito dos povos tradicioanis.Então, o objetivo é pensar o desenvolvimento a partir da relação que estas populações têm com a terra e suas relações culturais e religiosas. Stavenhagem define este conceito como uma perspectiva de desenvolvimento que respeita as populações tradicionais. Ou seja, não deve ser um modelo imposto, mas sim construído de forma coletiva.

Qual a relação entre o etnodesenvolvimento e a economia solidária?

As formas de produção destas populações se identificam muito com os princípios da economia solidária. São práticas de autogestão e auto-organização dos trabalhadores. Ou seja, os meios de produção estão nas mãos de quem produz. Esta relação de solidariedade, de pensar um bem estar social acima de tudo, em vez de supervalorizar o poder econômico, são práticas muito características destas populações. Povos indígens e quilombolas, por exemplo, sempre tiveram sua forma de organização não na perspectiva do enriquecimento e do lucro, mas na partilha, na troca, na relação de confiança. Isso tem muito a ver com a economia solidária. É por isso que hoje em dia existe esta relação mais orgânica entre os povos e tradicionais e o modelo de desenvolvimento proposto pela economia solidária. A economia solidária agrega um conjunto de ações e instrumentos que fortalecem essas práticas.

Atualmente, o governo federal tem políticas voltadas à oferta de crédito para estas comunidades, de apoio aos bancos comunitários, à incubação de empreendimentos, entre outras. Por outro lado, estas populações contribuem do ponto de vista do respeito à natureza e dos fortes laços de solidariedade que mantêm entrem elas, o que acaba refletindo na economia solidária. Tanto que a I Conferência Nacional de Economia Solidária, realizada em 2006, apontou como um dos eixos estratégicos o fortalecimentos destas comunidades, particularmente nos que diz respeito a titulação das áreas onde estas populações vivem como uma luta também da ecosol. Recentemente, a IV Plenária Nacional de Economia Solidária também apontou para a solidariedade com estas populações. Além disso, as comunidades tem assento no Conselho Nacional de Economia Solidária. Já existe uma relação forte entre os dois movimentos.

E qual é o papel do Brasil Local?

A ação do Brasil Local começa pela própria forma como o Projeto se estrutura, a partir da atuação de agentes de Desenvolvimento inseridos nas próprias comunidades beneficiárias. Isso acaba fortalecendo estas comunidades. Nós temos 65 agentes quilombolas e 15 indígenas. São pessoas que nos ajudam a pensar e promover o etnodesenvolvimento e o desenvolvimento local a partir da realidade dos territórios. Eles realizam diagnósticos, mobilizam a comunidade e constrõem parcerias. Na verdade, o Brasil local cumpre o papel de levar um conjunto de políticas públicas da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes) e outros orgãos até estas comunidades. O Projeto vem demonstrando resultados positivos.

É bom lembrar que o próprio Brasil Local nasceu de um Projeto voltado para a promoção do etnodesenvolvimento num diálogo iniciado em 2004 entre a Senaes, a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e a Fundação Palmares, do Ministério da Cultura. Nesta etapa, foram mapeadas 216 comunidades. Era uma realidade que não se conhecia. Sabia-se mais ou menos o número de comunidades, mas não se tinha uma radiografia de como viviam estas comunidades. Então, os agentes, com seu trabalho, identificaram uma série de problemas de infra-estrutura, de comercialização, de falta de tecnologia para os empreendimentos mas também um conjunto de potencialidades que estas comunidades tinham para se desenvolver. O Brasil Local tem este mérito de trazer à tona a realidade destas populações.


Vejam o material na integra no Blog Nacional do Brasil Local

Assessoria de Comunicação
Fernanda Barreto
(61) 9965.1219

fernanda.ascom@brasilocal.org.br

sábado, 4 de outubro de 2008

Autonomia econômica das mulheres é tema para reflexão

A Economia Solidária tem se manifestado como uma alternativa ao modo de organização capitalista.

Discute-se, entretanto, que para sua construção novas relações de gênero sejam definidas.

Ao longo dos anos, a inserção das mulheres no mercado de trabalho ocorreu de forma desigual, principalmente se analisarmos a segregação dentro da lógica capitalista vigente, onde ocupam os espaços mais precarizados de emprego e com menores salários em relação ao sexo oposto.

Essa temática tem despertado um enorme interesse entre as feministas de vários lugares do país. Debates, pesquisas e uma série de outras iniciativas surgiram para contribuir com a luta.

Sugerimos o texto a seguir:

ECONOMIA SOLIDÁRIA E FEMINISTA: REFLEXÕES EM TORNO DA AUTONOMIA ECONÔMICA DAS MULHERES

Elaborado por: Cleudes Pessoa, Jeannette Filomeno Pouchain Ramos e Socorro Letícia Fernandes Peixoto.

Boa leitura a tod@s!!!

Fonte: FBES

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Representantes do Brasil Local Rondônia participam de capacitação da Capina


Entre os dias 18 e 23 de agosto, a Agente Laís Miriam dos Santos e a Coordenadora do Projeto no Estado de Rondônia, Andréa Mendes, participaram da IX Turma do Curso de Viabilidade Econômica e Gestão Democrática da Capina, em Miguel Pereira, no Rio de Janeiro.

Foram trabalhadas e discutidas algumas abordagens sobre Economia Popular Solidária, viabilidade de empreendimentos associativos, questões básicas em processos de Comercialização, sustentabilidade, modos de gestão e estratégias de formação.

A proposta do curso gira em torno de um estudo de viabilidade econômica que cada participante deverá produzir e apresentar posteriormente.

Para Laís, este momento representou um grande desafio no seu processo de qualificação, uma vez que desconhecia completamente ferramentas de estudo de viabilidade e propostas de gestão democrática dialogada com Educação Popular, as quais discutirá com os grupos quilombolas que acompanha no município de Costa Marques/RO. O exercício do curso poderá contribuir com os empreendimentos que estão se estruturando nas comunidades. Serão dois meses de trabalho e pesquisa junto às comunidades.

As participantes acreditam que buscar alternativas de intervenção nos grupos de uma maneira adequada e dialogada, amplia a condição de realizar uma assessoria/formação condizente com o principios norteadores da Economia Solidária.

A discussão perpassa por vários eixos, dentre os quais, Educação Popular. Conteúdo trabalhado pela socióloga Aida Bezerra da ong Sapê e muito discutido pelo coletivo, uma vez que o tema educação não deve estar dissociado de outras questões. A intervenção através da Educação Popular contribui para o empoderamento do indivíduo, seja ele homen ou mulher, jovem ou adulto.

Socióloga Aida Bezerra

Site da Capina: Clique AQUI




sábado, 9 de agosto de 2008

Alternativas ao desmatamento da Amazônia discutidas em Encontro Estadual de Agroecologia no Estado de Rondônia

Por: Ronaldo Nina

Aconteceu de 31 de julho a 03 de agosto, o I Encontro Estadual de Agroecologia, em Ouro Preto do Oeste.

Promovido pela AROA e Via Campesina, o evento vem para afirmar que é possível viver na Amazônia sem desmatá-la, evidenciar a produção agroecológica, artesanato tradicional, iniciativas da Economia Solidária e outros. Segundo a organização, o evento também servirá para mapear as experiências da região.

O Encontro dividiu-se em Oficinas, Plenárias, Painéis, Exposição de Produtos, Festival da Semente Crioula, Apresentações Culturais. Além do que, recebeu representações de Economia Solidária ligadas ao Fórum Estadual e ao Brasil Local para a troca de experiências.

As temáticas das Oficinas: Educação Ambiental, SAF's, Homeopatia, Comercialização e beneficiamento, Produção Animal e Vegetal, foram discutidas por um público de aproximandamente 300 pessoas de várias entidades de Rondônia, inclusive comunidades tradicionais indígenas e quilombolas, além de convidados de outros Estados.

Os encaminhamentos foram definidos em ações internas e externas à Aroa, bem como ampliação das representações. No intuito de fortalecer e articular a produção agroecológica do Estado resgatando a importância da agricultura familiar e propor políticas públicas que contraponham a política capitalista selvagem, em outras palavras, buscam construir e ampliar a produção dos agricultores de forma saudável e na perspectiva da geração de renda e soberania alimentar, melhorar a sua autoestima, promover o comércio justo e solidário e formar consumidores conscientes.

Brasil Local - Participaram do evento a Agente Laís dos Santos e Catarino, da Comunidade Quilombolas de Forte Príncipe da Beira, Sebastião, representante da Comunidade Santa Fé, a Coordenadora Estadual do Projeto, Andréa Mendes, e representantes do Fórum Rondoniense de Economia Solidária, Irenilda Dias, Cláudia e Josefa Bezerra.

Por: Andréa Mendes

Para os quilombolas a participação no evento é uma experiência muito positiva, uma vez que identificam-se totalmente nessa temática. O modo de viver e produzir do quilombola pescador, agricultor, ribeirinho é bem parecido com o descrito nas experiências replicadas nas oficinas, o que veio acrescentar foi o conteúdo das tecnologias sociais, a exemplo do PAIS, que ainda não conheciam, a possibilidade de articulação na perspectiva da agroecologia, do comércio justo e solidário e capacitações.

Painel da Economia Solidária - Participaram do Encontro os representantes da Coordenação Executiva do Fórum Brasileiro de Economia Solidária, Clóvis Vailant (MT) e João Correa (PA). Apresentaram os temas Economia Solidária, FBES, Comercialização: Feiras Livres, Comércio Justo e Solidário e Certificação.

Por: Andréa Mendes

Festival da Semente Crioula e Feira - Cerca de 30 empreendimentos rurais participaram do I Encontro Estadual de Agroecologia, nos dias 02 e 03/08. Apresentaram desde produtos orgânicos até artesanato tradicional e reciclagem.









Por: Andréa Mendes

Presumem que mais de 150 tipos de sementes crioulas circularam no evento, entre trocas e doações. Tipos variados de milho, feijão, arroz, leguminosas, frutíferas, plantas de reflorestamento e recuperação do solo.

As sementes crioulas são utilizadas, na maioria das vezes, para alimentação da família do agricultor e ficam restritas às suas propriedades. Porém, a idéia é mudar essa característica. Essas técnicas e biodiversidade não podem ser extintas.














Por: Ronaldo Nina

Apresentações Culturais: Artistas locais, convidados e campesinos/as embelezaram, com suas interpretações e composições, o I Encontro Estadual de Agroecologia em Rondônia. Peças teatrais de protesto e agradecimento, música de raiz, tendas de palha de palmeira expondo o modo de vida campesino, cirandas e festa de integração.








Por: Ronaldo Nina

Oficinas - Nas variadas temáticas do Encontro, cerca de 90 propostas surgiram durante as oficinas, entre elas
incentivar organizações (associações, cooperativas, grupos informais) a comercializar de forma direta, fomentar a criação de grupos de consumo numa relação direta com o/a agricultor/a, promover a soberania alimentar a partir comunidades, organizar redes de produção, comercialização (lojas coletivas) e consumo, promovendo a integração campo e cidade, criar um grupo de trabalho dentro da AROA que discuta produção-comercialização-consumo dialogando com a Economia Solidária e Territórios, incorporar os princípios homeopáticos à extensão rural e pesquisa nas instâncias governamentais, universidades, entre outras propostas que estarão elencadas nas publicações dos anais do evento.









Por: Andréa Mendes

Festa de integração - Foram vários momentos de integração entre participantes, em noites culturais e mesmo durante as palestras, feira, festival sementes crioulas e café da manhã.


Contato fotos e vídeos: Ronaldo Nina - saladavisual@yahoo.com.br

quinta-feira, 17 de julho de 2008

MTE e Funai estudam Acordo de Cooperação Técnica

André Figueiredo, secretário-executivo, recebeu a proposta do presidente interino da Fundação Nacional do Índio

Foto: Renato Alves


Cooperação Técnica

Secretário-executivo, André Figueiredo (centro), em audiência com a equipe da Funai



Um grupo que vem conquistando cada vez mais espaço nos programas de Políticas Públicas do Governo Federal é o formado por etnias indígenas. O fomento ao etnodesenvolvimento é pauta freqüente de discussão, tanto que o secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Emprego, André Figueiredo, recebeu do presidente interino da Fundação Nacional do Índio (Funai), Aloysio Guapindaia, a proposta de um Acordo de Cooperação Técnica. O encontro aconteceu na tarde desta quarta-feira.

Com a ratificação do Acordo, os dois órgãos assumirão o compromisso de cooperarem mutuamente em ações de programas implementados pelo MTE que atendam aos povos indígenas. Sendo que as ações conjuntas deverão orientar-se ao etnodesenvolvimento; à inclusão econômica das comunidades indígenas (com ênfase no respeito a sócio diversidade brasileira e a sustentabilidade nos seus aspectos econômico, social, ambiental e cultural); à educação e capacitação; bem como à inclusão social de jovens e mulheres.

Importante ressaltar que atualmente a Funai já é parceira do MTE em projetos importantes como o Consórcio Social da Juventude Indígena do Xingu e o Projeto Brasil Local voltado à comunidades indígenas.

Consórcio Social da Juventude Indígena - Firmado em 2007 com o Instituto Raoni, o Consórcio visa proporcionar a capacitação de mil jovens indígenas - entre 16 e 24 anos - em diversos arcos ocupacionais, tais como: pesca e piscicultura, produção de audiovisual e comunicação, agroextrativismo, joalheria, artesanato e vestuário, brigadista de incêndio e agente ambiental.

A iniciativa abrangerá a região do Xingu, estados do Mato Grosso e do Pará, municípios de Colíder (MT), Alta Floresta (PA) e Territórios da União (Parques Nacionais Indígenas). Este território é superior a 8 milhões de quilômetros quadrados, o que equivale à área territorial da França e da Bélgica juntas.

Brasil Local - Outro programa desenvolvido pelo Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da Secretaria de Economia Solidária (Senaes), é o Brasil Local. Com um trabalho que tem por objetivo a estruturação de cadeias produtivas geradoras de emprego e renda, ele conta com a participação de índios locais como agentes de fomento nas comunidades.

Ao todo já são 14 agentes presentes em quatro estados brasileiros: Amazonas (Região do Alto Solimões), Roraima, Espírito Santo e Bahia. Em Rondônia, o projeto também desenvolve ações em comunidades indígenas, no entanto nestes territórios étnicos o trabalho é desenvolvido por agentes não indígenas.

O principal foco é criar na comunidade formas de auto-sustentabilidade através da constituição de empreendimentos autogestionários com destaque para produção artesanal e agroextravista.

Assessoria de Imprensa do MTE
(61) 3317 - 6537/2430 - acs@mte.gov.br

Veja no site MTE Acordo de Cooperação