domingo, 27 de abril de 2008

Castanha do Brasil

Alguns aspectos silviculturais

Marília Locatelli1

Abadio Hermes Vieira1

Eliomar Pereira da Silva Filho2

Petrus Luiz de Luna Pequeno3

Rafael de Souza Macedo4


A castanha-do-brasil (Bertholletia excelsa H.B.K.), ocorre nos Estados brasileiros do Acre, Amazonas, Pará, Roraima, e Rondônia, bem como em boa parte do Maranhão, Tocantins e do Mato Grosso. Sua madeira é de ótima qualidade para construção civil e naval, bem como para esteios e obras externas (Loureiro et al., 1979).

É uma espécie encontrada principalmente em solos pobres, bem estruturados e drenados, argilosos ou argilo-arenosos, sendo que sua maior ocorrência é nos de textura média a pesada. Não é encontrada em áreas com drenagem deficiente nem em solos excessivamente compactados, dando-se bem em terras firmes e altas. Vegeta naturalmente em clima quente e úmido. Ocorre em áreas onde a precipitação média varia de 1400 a 2800 mm/ano, e onde existe um déficit de balanço de água por 2-5 meses. (Clement, 2002).

Seu fruto é um pixídio lenhoso, globoso, com tamanho variável. Recebe o nome de “ouriço”. As sementes ou “castanhas” são de forma angulosa, com tegumento córneo tendo no seu interior a amêndoa, de grande utilidade e alto valor econômico. Seu valor biológico é grande para fins alimentícios, pois a amêndoa desidratada possui em torno de 17% de proteína – cerca de cinco vezes o conteúdo protéico do leite bovino in natura. Fator importante, também, é que a proteína da castanha possui os aminoácidos essenciais ao ser humano. O teor de gordura da amêndoa desidratada é extremamente alto, em torno de 67%. (Nascimento, 1984).

Apresenta várias aplicações: a) “ouriços” como combustível ou na confecção de objetos, mas o maior valor é a amêndoa, alimento rico em proteínas, lipídios e vitaminas podendo ser consumida ou usada para extração de óleo; b) do resíduo da extração do óleo obtém-se torta ou farelo usada como misturas em farinhas ou rações; c) “leite” de castanha, é de grande valor na culinária regional; c) madeira com boas propriedades. Mas, tendo em vista ser uma árvore protegida por lei seu fruto tem elevado valor econômico como produto extrativo florestal.

1 Pesquisador da Embrapa Rondônia – Porto Velho- Rondônia– shockloca@enter-net.com.br

2 Professor do Curso de Geografia- Universidade Federal de Rondônia – Porto Velho- Rondônia

3 Pesquisador CNPq/CEPLAC-SUPOC- Porto Velho- Rondônia

4 Bolsista CNPq/PBIC- Embrapa Rondônia – Porto Velho - Rondônia


Os principais consumidores de castanha-do-brasil estão nos Estados Unidos e Europa-Reino Unido, Alemanha e Itália, principalmente. O mercado doméstico é um percentual muito pequeno do mercado consumidor total influenciado pelos preços internacionais e níveis de renda local.

No que se refere à produção de frutos, a castanha-do-brasil tem importância social muito grande na região amazônica, já que a quase totalidade da produção é exportada, principalmente para Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra. (Villachia, 1996).

A castanha-do-brasil é excelente opção para o reflorestamento de áreas degradadas de pastagens ou de cultivos anuais, ao lado de outras espécies florestais. Hoje em dia, a exploração de exemplares nativos é proibida pelo Decreto n° 1282, de 19/10/1994 que não impede seu plantio com a finalidade de reflorestamento (plantios puros e sistemas consorciados).

Dados de plantios de castanha-do-brasil em diferentes espaçamentos e com diferentes idades (35 a 156 e 480 meses) no estado de Rondônia (Locatelli et. al., 2002), tem demonstrado que:

  • A castanheira é uma espécie com potencial silvicultural para reflorestamento com fins madeireiros.

  • Para a castanheira aos 220 meses de idade o diâmetro estimado é de 44,31 cm, apto para a produção de madeira, com tendência a estabilizar depois dos 390 meses de idade. Após este período o incremento é de apenas 0,64 cm em 7,5 anos.

  • O incremento estimado em altura total da castanheira aos 220 meses de idade é de 25,72m com tendência a estabilização após esta idade, pois em 140 meses a altura total tem um incremento de apenas 0,14m.

  • Quando observamos dados de plantio em consórcio, verificamos que a sobrevivência é menor. O DAP não é influenciado por este tipo de plantio. No que diz respeito à altura observou-se que é favorecida pelo plantio consorciado. No plantio em consórcio, as plantas apresentam fuste com boas características comerciais.

Nos povoamentos florestais de castanha estudados, a altura total e o diâmetro (DAP) máximos encontrados foram de 29,79 m e 57,50 cm respectivamente. Na idade de 40 anos estes resultados diferem dos obtidos por Yared et. al. (1992) em medição efetuada em Manaus, AM, que verificaram 23,9 m de altura total e 69,1 cm de DAP.

A análise química do solo de plantio de castanha-do-brasil (argissolo vermelho amarelo distrófico plíntico, textura argilosa) em Porto Velho, Rondônia demonstra que a castanha-do-brasil apresenta bom desenvolvimento em altura e diâmetro quando em solos com pH ácido, baixos valores de saturação de bases, solo distrófico, baixa capacidade de troca de cátions e altíssimos valores de saturação de alumínio (Locatelli et. al., 2003).



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CLEMENT, C.R. Brazil nut. Disponível em http://www.fao.org/docrep/v0784e/v0784e0k.htm. Acesso em 30 maio 2002.

LOCATELLI, Marilia; MARTINS, Eugênio Pacelli; VIEIRA, Abadio Hermes; PEQUENO, Petrus Luiz de Luna; SILVA FILHO, Eliomar Pereira da; RAMALHO, André Rostand.Plantio de castanha-do-Brasil: uma opção para reflorestamento em Rondônia. Porto Velho: EMBRAPA:CPAF-Rondônia, 2002. (Recomendações Técnicas,60).

LOCATELLI, Marilia; SILVA FILHO, Eliomar Pereira da; VIEIRA, Abadio Hermes; MARTINS, Eugênio Pacelli; PEQUENO, Petrus Luiz de Luna. Características de solo sob cultivo de castanheira (Bertholletia excelsa H.B.K.) em Porto Velho, Rondônia, Brasil. Primeira Versão, Porto Velho, n. 168, p. 1-8, 2003.

LOUREIRO, Arthur A.; SILVA, Marlene F.; ALENCAR, Jurandyr da Cruz. Essências madeireiras da Amazônia. Manaus: INPA, 1979. v. 1.

NASCIMENTO, C.N.B. do.Amazônia: meio ambiente e tecnologia agrícola. Belém, EMBRAPA-CPATU, 1984. 282p. (EMBRAPA-CPATU, Documentos, 27).

VILLACHIA, HUGO. Frutales y hortalizas promisorios de la Amazônia.

Lima: Tratado de Cooperacion Amazônica, 1996.p. 85-95.

YARED, J. A. G.; KANASHIRO, M., VIANA, L. M.; CASTRO, T. C. A. de; PANTOJA, J. R. de S. Comportamento silvicultural da castanheira (Bertholletia excelsa H. & K.), em diversos locais da Amazônia. In: CONGRESSO FLORESTAL PANAMERICANO = PANAMERICAN FORESTRY CONGRESS, 1.; CONGRESSO FLORESTAL BRASILEIRO = BRAZILIAN FORESTRY CONGRESS, 7., 1993, Curitiba. Anais... Curitiba: SBS, 1993. v. 2. Trabalhos voluntários e posters. Acima do título: Floresta para o desenvolvimento: política, ambiente, tecnologia e mercado.


www.ambientebrasil.com.br

Plantio de Castanha do Brasil

Sementes

A aquisição de sementes poderá ser feita junto aos coletores de castanha, tomando-se o cuidado de adquirir sementes de árvores sadias e de alta produtividade. O período de coletar as sementes é entre os meses de outubro a março. É importante procurar coletar de árvores que produzam sementes grandes, cuidando para usar sementes novas que não tenham perdido a umidade. Ao selecionar as mesmas, dar preferência a sementes cheias, grandes e largas.

Um dos maiores problemas para a formação de mudas referia-se à germinação da semente da castanheira, ocorrendo normalmente de 12 a 18 meses após a semeadura. Com o avanço das pesquisas é possível indicar, hoje, três processos diferentes de formação de mudas de castanheira:

    • Semeadura com sementes com tegumento;

    • Semeadura com sementes com tegumento escarificado (esmerilhado) e;

    • Semeadura de sementes- sem tegumento.

. Apresenta-se aqui o processo mais eficiente, que é o da semeadura de sementes sem tegumento, o qual requer um trabalho mais cuidadoso na retirada de tegumento, mas que possibilita uma germinação de 70% com apenas 3 meses de semeadura.

A fim de que o processo de retirada do tegumento seja facilitado, deve-se colocar as sementes em água por um período de 48 horas. Em seguida deve-se utilizar uma prensa apenas para trincar o tegumento, sendo que o descasque total pode ser feito com um alicate especial, com a ponta semelhante ao bico do papagaio ou empregando um canivete comum. No momento de descascar, utilizar a faca ou canivete, com muito cuidado, para que apenas seja rachada a casca ou tegumento da semente. Após, proceder a retirada total da casca utilizando um alicate ou estilete. Prestar atenção para não danificar a amêndoa, evitando assim o comprometimento do crescimento da muda.

As sementes oleaginosas têm grande susceptibilidade a fungos, exigindo controle da umidade da sementeira e tratamento com fungicida. Recomenda-se, portanto, tratar as sementes com uma solução de fungicida a base de propiconazole na concentração de 0,2% (2 g do produto em 1 litro de água), durante 90 minutos, com agitação a cada 10 minutos. As sementes após o uso do fungicida devem ser secadas à sombra, de preferência em papel jornal, durante duas horas. Selecionam-se então as mesmas, eliminando aquelas que apresentaram rachaduras durante o descascamento. (Pesquisando alternativas agroecológicas)

Sementeira

A sementeira que deve ser usado é a suspensa, feita de madeira, com caixa na altura de 1 m acima do solo, sendo que a mesma pode ser construída embaixo de um ripado com 50% de sombra, ou ter cobertura própria (Fig. 1).

Com o objetivo de prevenir o ataque de roedores utiliza-se uma saia de lata nas perna-mancas verticais da sementeira, na altura de 50 cm a partir do solo, e cobre-se com uma tela de arame toda a extensão da caixa da sementeira. Como substrato utilizar areia lavada, colocando a mesma e espalhando com as mãos ou uma ripa, sem prensar, nivelando e regando após a colocação.

Figura. 1. Sementeira suspensa
Foto: Moreira, 1994

Semeadura

O semeio deve ser considerado uma das etapas mais importantes, deitando-se as sementes sob a areia colocando o polo radicular de onde se originará a raiz (parte mais grossa) voltada para baixo, e o caulicar a uma profundidade de 1 cm da superfície do substrato, e quando existir dúvida sobre o lado do polo radicular colocar a semente na posição horizontal. A rega deve ser feita logo em seguida, repetindo a cada dois dias ou segundo seja necessário.

Figura. 2. Profundidade e posição da amêndoa no substrato
Foto: MULLER e CALZAVARA, 1989


sexta-feira, 25 de abril de 2008

Audiência Pública discute Planseq's Economia Solidária

O Plano Setorial de Qualificação Social e Profissional em Economia Solidária (Planseq Ecosol) foi tema de audiência pública realizada na tarde da última quarta-feira (23), no auditório do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em Brasília. Lançado em março de 2007, o Plano se destina à capacitação de trabalhadores organizados em sistema de autogestão.

Ao todo, são oferecidos 14 cursos diferentes, com a participação de 5 mil educandos ligados a nove redes de empreendimentos situadas em 122 municípios de 21 estados. Os segmentos produtivos envolvidos são fruticultura, apicultura, artesanato, metalurgia e algodão agroecológico. A iniciativa é coordenada pelas secretarias nacioanais de Economia Solidária (Senaes) e Políticas Públicas de Emprego (SPPE), em parceria com o Instituto Paulo Freire, e conta com investimentos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Orçamento Geral da União.

De acordo com o diretor de Estudos e Divulgação da Senaes, Roberto Marinho, os cursos são direcionados para áreas como comercialização, acesso a crédito e assistência técnica. "Essas foram as principais dificuldades identificadas pelo levantamento que fizemos com 22 mil empreendimentos econômicos solidários", afirmou.

Entre os resultados da qualificação estão o fortalecimento e a expansão geográfica das redes e a articulação de novas parcerias. "Hoje em dia os ofícios estão sendo revolucionados a todo tempo por novas tecnologias, instrumentos, matérias-primas e maneiras de trabalhar e por isso a formação tem também que ser feita praticamente a vida inteira", avaliou o secretário nacional de Economia Solidária, Paul Singer, durante o evento.

Segundo Singer, o Plansec, originalmente pensado para suprir necessidades voltadas ao mercado formal de trabalho, incorporou conceitos sócio-educativos para atender o segmento autogestionário. "Na economia solidária não tem empregados nem empregadores. Na economia solidária os trabalhadores são os próprios patrões, são empresários que se responsabilizam coletivamente por seus empreendimentos", ressaltou.

Brasil Local - Reunidos na capital federal desde terça-feira (22), os coordenadores do Brasil Local participaram do evento. "Avaliamos que era um assunto importante, de interesse de todos nós, e resolvemos fazer um pequeno intervalo para acompanhar as discussões sobre o Planseq Ecosol", justificou o coordenador nacional do Projeto Geraldo Souza.

De volta ao Hotel Eron, onde está sendo realizada a reunião de equipe, o grupo discutiu estratégias para melhorar a comunicação interna do Brasil Local.

Assessoria de Comunicação

Fernanda Barreto
fernanda@fubra.unb.br
(61) 9965.1219



Audiência Pública na Câmara Federal debate Finanças Populares e lança cartilha sobre Economia Solidária


A atividade aconteceu no dia 15.04 e tem o objetivo de debater Projeto que regulamenta os bancos solidários e cria o Conselho Nacional de Finanças Populares e Solidárias.

O PLP 93/2007, de autoria da deputada federal Luiza Erundina, objeto de debate da audiência solicitada pelo deputado Eudes Xavier, regulamenta o setor financeiro da Economia Solidária e propõe a criação de um conselho para regular a constituição, funcionamento e fiscalização dos bancos populares de desenvolvimento solidário. Alem de organizar o marco legal para a atuação das instituições financeiras, o Projeto estabelece o prazo de 90 dias para a instalação do Conselho Nacional (CONAFIS), que deverá ser composto por 11 membros.

No Conselho, a sociedade civil deve participar com cinco representantes, entre outros seis representantes do Governo Federal, todos ligados a instituições como o MDS e órgãos que regulam o mercado financeiro.

Instituições de crédito solidário como o Banco Palmas, do Conjunto Palmeiras - Ceará, tem ajudado a impulsionar o segmento de Economia Solidária no Brasil e representam o setor mais organizado do Movimento de Economia Solidária, tendo seu trabalho reconhecido nacional e internacionalmente a partir de idéias criativas como as moedas de circulação comunitária.


CARTILHA DA ECONOMIA SOLIDÁRIA NO BRASIL


Por ocasião da Audiência Pública, o deputado Eudes Xavier lançará a Cartilha “Economia Solidária no Brasil”, que conta com uma introdução do Prof. Paul Singer e textos de Dione Manetti, Fabiana Gomes, Maurício Klein e Paulo Marques. Nela, o leitor poderá encontrar todo o marco teórico da economia solidária alem de reflexões sobre a organização do Movimento e as perspectivas e desafios do segmento.


A Audiência Pública Finanças Solidárias acontece no dia 15.04, no Plenário 12 da Câmara dos Deputados, às 14h30min, e conta com a presença do Prof. Paul Singer, do Prefeito de São João do Arraial (PI), Francisco das Chagas Limma, do economista Idalvo Toscano, entre reconhecidos militantes do segmento, como a assessora do Banco Palmas, Sandra Magalhães e outros.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Quilombolas na I CEDRSS em Porto Velho

Entre os dias 15 e 17 de abril, acontece em Porto Velho a I Conferência Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário. A agente quilombola, Laís Miriam dos Santos, participa pela primeira vez de um evento representando a sua Comunidade de Forte Principe da Beira e o Projeto Brasil Local. Considera importante a participação de representantes das comunidades quilombolas no evento, a oportunidade possibilitará importantes frutos na perspectiva das comunidades rurais remanescentes de quilombos.


Muito se discute de possibilidades. É importante manter uma representação qualificada para defender e construir coletivamente propostas que beneficiem o desenvolvimento sustentável e solidário. Laís retornará a comunidade com todo o gás para socializar as idéias e discussões.


Na oportunidade articula juntamente com Esmeraldina, representante da comunidade quilombola do Senhor Jesus, cursos de cooperativismo, associativismo e gestão para as comunidades. Acreditam ser o primeiro passo para organizar a produção em coletividade e já vislumbrando a regularização fundiária das CRQ's, o que potencializará a geração de renda e trabalho às famílias.


Segundo Esmeraldina, a possibilidade de ampliar as terras de Jesus, de 5hc para 6.000hc será uma luz para o desenvolvimento e o retorno às comunidades de pessoas que sairam em busca de outros espaços. Para Laís fomentar dialogos nas comunidades quilombolas do Vale será muito importante para o empoderamento das pessoas, acesso a informação é primordial nesses processos.


Ainda durante a Conferência, organizou-se uma mini Feira de Economia Solidária com os produtos rurais. O Projeto Brasil Local e a Coordenação do evento, providenciou a exposição de produtos de empreendimentos atendidos em Porto Velho e outros grupos solidários, além do que fez apresentação do material de Campanha da Economia Solidária e divulgou o Projeto. Segundo a Coordenadora Andréa Mendes, apesar dos eventos já realizados no Estado, a Economia Solidária precisa ser capilarizada para outros municípios. O trabalho dos/as Agentes contribui nesse sentido. Porém, em Rondonia temos 52 municípios, onde estão distribuidos centenas de empreendimentos solidários que nem sequer sabem da existencia dessa discussão e construção. Através de Conferências e Encontros podemos informar e iniciar um contato que poderá ser importante para o futuro.


Contato: 69 9234-7658



domingo, 13 de abril de 2008

fisl9.0 levará mais de 6 mil pessoas a Porto Alegre

Nos dias 17, 18 e 19 de abril o Centro de Eventos da PUCRS vai se transformar na maior concentração latino-americana de pessoas ligadas ao mundo do software livre. Pelo nono ano consecutivo, nesses dias será realizado o Fórum Internacional Software Livre, o fisl9.0. O evento teve início em 2000, e a cada ano vem ganhando adeptos e está em franco crescimento. Para esta edição estão sendo esperados mais de 6 mil participantes, de vários países.

O Fórum Internacional Software Livre é um momento de discussão, troca de experiências e conhecimento, divulgação da cultura livre, atualização, enfim, uma oportunidade de reunir milhares de pessoas que contribuem para o desenvolvimento do software livre. Todas as edições do fisl tiveram a presença maciça de comunidades, grupos de usuários, empresas públicas e privadas e pessoas interessadas no tema.

O número crescente de comunidades desenvolvedoras de código aberto de forma cooperada no mundo reflete a importância da realização do evento, que abrange o uso do software livre nas mais diversas áreas: segurança, educação, economia, política, cultura, tecnologia, entre outras. Além de proporcionar a discussão sobre os diversos aspectos relacionados ao uso do software livre, o fisl visa potencializar negócios baseados em software livre.

Desde sua primeira edição, realizada em 2000, o Fórum Internacional Software Livre tem apresentado crescimento em seu público. Em sua última edição, realizada em abril de 2007, estiveram presentes no fisl 5.363 pessoas, de 19 países. Todos os estados brasileiros estiveram representados. Entre os participantes inscritos, mais de 60% eram profissionais de tecnologia, e cerca de 38% eram estudantes. O público do fisl inclui empresários, profissionais técnicos, diretores e técnicos da área governamental, pesquisadores e estudantes.
Para saber mais basta acessar www.fisl.org.br.

Atividades no fisl
Palestras com grandes nomes nacionais e internacionais; Workshops; Grupos de Usuários; Encontro das Comunidades de Software Livre; Mostra de Soluções; TV Software Livre; Arena de Programação Livre e muito mais.

O FISL caracteriza-se também por englobar atividades e palestras ligadas à cultura livre (música, filmes, teatro, produção textual), além de ações de ligadas à agroecologia, através do banco de sementes livres, e neutralidade de carbono.

http://fisl.softwarelivre.org/9.0/www/node/395

Veja a programação do evento em:

http://fisl.softwarelivre.org/9.0/www/node/395

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Moeda Social, Desenvolvimento Local, Inclusão, Bem viver!

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O bairro Conjunto Palmeiras, de Fortaleza, tem moeda própria. No local, tudo pode ser adquirido com o "Palma". O dinheiro é alternativo e de uso exclusivo no Banco Palmas, uma instituição de crédito montada pela Associação dos Moradores com o apoio de ONGs.

O Palma foi criado para circular a riqueza dentro do Conjunto Palmeiras. Cada Palma equivale a R$ 1. Os moradores conseguem a moeda com o próprio trabalho ou com empréstimo do banco. "As pessoas adquirem Palmas trabalhando, prestando algum serviço e, com isso, podem comprar em qualquer comércio do bairro", explica Joaquim de Melo Neto, coordenador do Banco Palmas.

A família de dona Raimunda, viúva, mãe de oito filhos e chefe da casa, vive sem conforto, mas comida nunca falta. Ela compra tudo nos mercadinhos do bairro. O dinheiro que ela ganha como artesã, poucos conhecem. É o Palma. "Os Palmas que eu recebo valem como dinheiro. Eu compro, pago funcionário e faço novas aquisições para o meu mercadinho normalmente, como se fosse dinheiro", explica o comerciante Francisco Bezerra.

O Conjunto Palmeiras, criado há 30 anos, já foi uma favela. Foram os próprios moradores, cerca de 30 mil habitantes, que construíram as casas, as ruas e até a rede de esgoto. O banco foi aberto há seis anos e a renda da população cresceu com o acesso ao crédito. Os moradores, endividados, agora podem fazer empréstimos. Para o dinheiro ficar no bairro, eles recebem e pagam, de preferência, em Palmas. O valor pode ser devolvido em até seis parcelas.

Juros baixos
"Num banco na cidade, a gente precisa ter o nome limpo no SPC e Serasa. Além disso, os juros são altíssimos, enquanto aqui no banco do bairro, os juros são totalmente inferiores a um outro banco qualquer", elogia a moradora Elinete da Silva.

O juro baixo é só uma das facilidades. O banco também dá um cartão de crédito para os bons pagadores. "Antes, eu sentia o constrangimento de pedir para vender fiado no comércio. Hoje, eu chego com o cartão e posso comprar", conta a moradora Maria Cardoso.

O comerciante Pedro Alves diz que ele ficava receoso de vender para a população, com medo da inadimplência. "Hoje, temos a garantia do pagamento com esse cartão de crédito. Desta forma, o comerciante tem o aumento nas vendas e população também se beneficia através disso".

Além de trazer crédito à comunidade, o banco da Associação de Moradores investe em novos negócios no Conjunto Palmeiras. Um grupo de mulheres, por exemplo, já conseguiu um empréstimo de R$ 15 mil para comprar máquinas de costura. Com isso, passaram a produzir e criaram a grife Palma Fashion. Hoje, lançam moda no bairro com roupas jovens para homens e mulheres. Para desenvolver as coleções, as 12 costureiras receberam consultoria do Sebrae.

"Com os cursos de modelagem e de design, ocorre a melhora no produto. Assim, o mercado, que é bastante competitivo e exigente, passa a ter um produto de qualidade a um preço competitivo também", conta Rafael Albuquerque, técnico do Sebrae no Ceará.

As roupas da confecção são vendidas em pequenas lojas dentro e fora do bairro. Cada costureira já ganha, em média, 270 Palmas por mês.

Fabricar produtos de limpeza foi a alternativa encontrada pelos jovens do Conjunto Palmeiras para enfrentar o fantasma do primeiro emprego. "Nós fomos atrás de emprego no mercado de trabalho, não encontramos e decidimos colocar alguma coisa que pudéssemos trabalhar para nós mesmos", diz a gerente de marketing Otaciana Barros.

http://www.bancopalmas.org/data/uploads/video1.rm

quinta-feira, 10 de abril de 2008

FEIRA DE SANTA MARIA/RS

15ª FEICOOP - FEIRA ESTADUAL DO COOPERATIVISMO, 4ª FEIRA DE ECONOMIA SOLIDÁRIA DO MERCOSUL, 7ª FEIRA NACIONAL DE ECONOMIA SOLIDÁRIA, 8ª MOSTRA DA BIODIVERSIDADE E DA AGRICULTURA FAMILIAR


Data: 11 a 13 de Julho de 2008.


Descrição breve: a 15ª Feira Estadual do Cooperativismo Alternativo, 8ª Mostra da Biodiversidade, 7ª Feira Nacional de Economia Solidária e a 4ª Feira da Economia Solidária dos países do Mercosul. São Eventos nacionais e internacionais das organizações populares, associações, cooperativas, empreendimentos solidários do meio urbano e rural, no fortalecimento da autogestão e dos pacs (projetos alternativos comunitários), projetos de geração de trabalho e renda, através da Cáritas Regional - RS e Projeto Esperança/Cooesperança na Diocese de Santa Maria, com o apoio e organização conjunta da Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego e da Prefeitura Municipal de Santa Maria.

O Evento está programado para os dias 11 a 13 de julho de 2008, junto ao terminal de comercialização direta do projeto esperança/cooesperança, situado à rua heitor campos, fundos do santuário-basílica nossa senhora medianeira em Santa Maria, Rio Grande do Sul.

A economia popular solidária vai muito além da resistência à excluSão social e ao desemprego. ela aponta para uma nova prática econômica ou até mesmo a “reinvenção da economia”, provando que “uma nova economia é possível”, que é capaz de criar e fortalecer novos empreendimentos, gerar trabalho e renda a partir do trabalho cooperativado, autogestionário e gestão participativa e transformadora. coloca o trabalho acima do capital. a prática da economia solidária e o cooperativismo alternativo está fundamentada na cooperação, na autogestão, na produção coletiva, na comercialização direta, na justa distribuição de renda, na solidariedade, na agroecologia, no comércio justo, na agricultura familiar, com a lógica econômica que valoriza o ser humano e o trabalho, acima do capital, formando novos sujeitos para o exercício da cidadania e inclusão social. afirma com certeza e convicção de que “uma outra economia acontece”.



Promoção:
Projeto Esperança/Cooesperança - Diocese de Santa Maria e Prefeitura Municipal de Santa Maria - RS - Brasil

Informações:
55 3219 4599/3223 0219

Local:
Terminal de comercialização direta do projeto esperança/cooesperança Dom Ivo Lorscheiter - Rua Heitor Campos (fundos do Santuário Medianeira), Santa Maria - RS

Coordenadores:
Irmã Lourdes Dill

Público Alvo:
Comunidade em geral

Home Page:
http://www.esperancacooesperanca.gov.br

Home Page:
projespcooesp@terra.com.br

Programa Nacional de Apoio a Bancos Comunitários

Numa iniciativa da Secretaria Nacional de Economia Solidária, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), lançou no dia 29 de março de 2008, o Programa Nacional de Apoio a Bancos Comunitários. Serão investidos R$ 3 milhões na criação de 40 bancos comunitários em 2008.

Os recursos se destinam à assessoria técnica para a gestão dos bancos e iniciativas de mobilização social, além de cursos de capacitação administrativa e profissional.

"A idéia é estender a metodologia do Banco Palmas a outras localidades do País", explicou Dione Manetti, diretor de fomento da Senaes. De acordo com ele, as localidades contempladas serão selecionadas com apoio dos Agentes de Desenvolvimento do Projeto Brasil Local. "Os Agentes vão nos ajudar a identificar comunidades com potencial para a criação dos Bancos", explica Manetti. O Banco Popular do Brasil (BPB), subsidiário do Banco do Brasil, também é parceiro da iniciativa.

O lançamento aconteceu durante o Seminário Banco Palmas – 10 anos, iniciado numa quinta-feira (28), em Fortaleza (CE). para celebrar os 10 anos de concessão de microcrédito pela Associação dos Moradores do Conjunto Palmeira (Asmoncop). As atividades do Banco Palmas começaram em 1998, quando um grupo de moradores do Conjunto Palmeira levantou, junto a uma organização não-governamental local, o capital de R$ 2 mil. Hoje, a instituição tem uma carteira de mais de R$ 30 mil.

Os produtos oferecidos são aqueles que estimulam a economia solidária da comunidade. O banco empresta dinheiro para a compra de produtos nos estabelecimentos comerciais do próprio bairro, encoraja financeiramente a produção pela própria comunidade, com a criação de empreendimentos coletivos. Estimula a produção de alimentos, como a criação de galinhas caipiras e a produção da agricultura urbana, com a plantação de verduras, frutas e vegetais nos quintas. O resultado deste trabalho é a feira do Banco Palmas que acontece, todos os sábados, em frente à associação, e onde são comercializados somente produtos da comunidade.

Fonte: Rogenir Costa

Medicina popular e biodiversidade do Cerrado.

O assunto está na nova edição da revista Agriculturas: Experiência em Agroecologia (número 4). O artigo é assinado pelas pesquisadoras Jaqueline Evangelista e Lourdes Laureano, ambas da Articulação Pacari, fórum que congrega quase cem organizações, entre associações comunitárias e ONGs dos Estados do Tocantins, Minas Gerais, Goiás e Maranhão.

A Pacari luta pela regulamentação das farmácias populares e das práticas da medicina popular, além de realizar treinamentos e cursos. A articulação tem o apoio do Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-ECOS).

A revista Agriculturas: Experiências em Agroecologia é uma publicação trimestral que tem por objetivo divulgar processos sociais de inovação agroecológica. O conteúdo pretende iniciativas autônomas no setor da agroecologia.

A publicação corresponde à edição brasileira da revista LEISA, um projeto editorial internacional no qual também são publicadas as edições global, latino-americana, indiana, indonésia e africana ocidental. A revista está acessível em: http://www.agriculturas.leisa.info/

Os artigos publicados na revista são elaborados por pessoas envolvidas de forma direta na condução das experiências, como é o caso das duas especialistas da Articulação Pacari. Pelo menos a metade dos artigos publicados a cada edição se refere a experiências desenvolvidas no Brasil.

Alguns artigos são traduzidos das demais edições da revista Leisa, sobretudo a edição latino-americana. A revista conta também com seções dedicadas à divulgação de fontes de informação relevantes sobre os temas enfocados a cada edição.

O projeto editorial de Agriculturas: experiências em agroecologia é fruto da parceria celebrada entre a AS-PTA – Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa e a Fundação Ileia (Centro de Informação sobre Agricultura Sustentável de Baixo Uso de Insumos Externos) da Holanda.

Fonte: www.ispn.org.br

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Carta das Mulheres da Economia Solidária presentes na IV Plenária do FBES

"Nós mulheres que somos a grande maioria na Economia Solidária, que participamos do movimento de mulheres, do movimento feminista, do movimento agroecológico, da luta pela terra, pela reforma urbana e rural, trabalhadoras da Economia Solidária do campo e da cidade, negras, índias, extrativistas, brancas, jovens, lésbicas, de todas as crenças e de todas as regiões desse país.

Nós, mulheres que contribuímos com a construção de um nova sociedade com igualdade e justiça para todos as mulheres e homens, que somos responsáveis pela produção e reprodução da vida, e pela soberania alimentar e conservação da biodiversidade do planeta.

Queremos registrar a nossa indignação pela invisibilidade das mulheres no documento base da IV Plenária, pela inteira ausência das nossas falas, questões e propostas vindas dos nossos estados e territórios .

Reafirmamos um espaço próprio de auto organização das mulheres no FBES, reconhecendo e valorizando a participação das mulheres enquanto sujeitos políticos e econômicos em todas as instâncias e processos dos Fóruns, municipais, estaduais e regionais" .

Luziânia, 29 de Março de 2008

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Canto da Floresta

GRUPO MINHAS RAÍZES


O grupo é formado por crianças e adolescentes da comunidade ribeirinha de Nazaré, Baixo Rio Madeira, no município de Porto Velho/RO. Sob a orientação de Timaia, Tullio Nunes e Sílvia Helena, resgatando músicas e histórias do imaginário das populações tradicionais ribeirinhas, inerentes ao folclore amazônida.


Essas crianças e adolescentes, além de seus cantos, utilizam instrumentos produzidos a partir de insumos colhidos da floresta ou reciclando madeira de refugo.


Os sons e letras são provenientes da cultura e do imaginário local.


Além do fortalecimento e visibilidade da Comunidade Ribeirinha de Nazaré, esta iniciativa poderá agregar outras possibilidades de desenvolvimento, gerando trabalho e renda aos moradores e moradoras.

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O grupo “Minhas Raízes” é formado por Janaina, Irena, Susiane, Mirlene, Talia, Maria Aparecida, Rafaela, Larissa, Rosane, Gleiciane, Silviane, Talita, Ítalo, Roberto e Cristian, no vocal; Talisson, na flauta; Tanisson e Tyson, na percussão; Alisson e Romário, no checo checo; Timaia, na direção, violão e voz; Túlio, na direção e teclado e Silvia Helena, na regência do coral. São alunos ribeirinhos da escola municipal Floriano Peixoto. O CD foi patrocinado pela Prefeitura de Porto Velho. “O grupo começou com a minha própria família. E à medida que fomos nos apresentando outros foram se interessando em participar. Estamos juntos há quase quatro anos”, conta o músico e idealizador do “Minhas Raízes”, Timaia, destacando que além dele, seus seis filhos fazem parte do projeto.


O Álbum “Em cada som uma história”, apresenta 14 faixas entre sons instrumentais e vocais do Coral Minhas Raízes.


O CD pode ser adquirido através dos contatos:

69 8415-0403

tullio_musical@hotmail.com

Conexão Rio/Rondônia - Solidariedade Ativa

Hey galera rondoniense,

Essa é a hora para unirmos forças e levar nosso Brasil Local aos quatro cantos deste Brasil, “do Oiapoque ao Chuí”. JUNTOS somos mais FORTES !!!

Conexao Rio/Rondônia !!!

um forte abraço

Alan Leites
Coordenador Brasil Local
Rio de Janeiro

terça-feira, 1 de abril de 2008

Comércio Justo Ético e Solidário


A visão do Brasil em relação ao comércio justo, ético e solidário

Revisão do Conceito de Fair Trade

Em linhas gerais, o comércio justo, ético e solidário parte da hipótese de que grande parte da miséria, da devastação ambiental e da massificação cultural do nosso mundo globalizado é resultado de relações comerciais injustas, entre pessoas, empresas e nações. Sendo assim, admite a suposição de que será este mesmo mercado o cenário das transformações que desejamos, e que a reconstrução de um mercado justo e eqüitativo será conquistada a partir da restauração coletiva da qualidade ética dessas relações, apoiada num Estado atuante a favor da eliminação das desigualdades sociais.

O comércio justo, ético e solidário, portanto, não se constitui de um conjunto de ações de caráter filantrópico, nem se trata de uma nova abordagem comercial segmentada, restrita a pontos de venda e consumidores privilegiados e engajados. O comércio justo, ético e solidário é uma estratégia da sociedade para a construção do mercado, a serviço do bem estar das pessoas e da conservação do meio ambiente.

Para isso, o comércio justo, ético e solidário promove a sinergia e o debate entre linhas de ação como os movimentos orgânicos, ambientalistas, desenvolvimento territorial, sistemas de certificação, acordos de comércio internacionais facilitando, o diálogo entre os diferentes esforços que têm como objetivo o desenvolvimento local sustentável ou a redução da miséria e das desigualdades sociais.

Comércio Justo, Ético e Solidário - preocupações e princípios :

O comércio justo, ético e solidário está baseado em princípios como erradicação do trabalho infantil e do trabalho escravo, eliminação das descriminações de raça, gênero e religião, preservação da saúde das pessoas e do ambiente, eliminação dos níveis de intermediação comercial especulativa, garantia do pagamento de preços justos aos pequenos produtores, respeito aos direitos trabalhistas, respeito às identidades históricas e culturais locais e regionais, valorização das dimensões não geográficas do território, fortalecimento das capacidades de escolha e planejamento das pessoas, estimulo ao surgimento de formas associativas e cooperativadas, apoio ao desenvolvimento e oferta de ferramentas de conhecimento e de tomada de decisão, garantia dos fluxos multidirecionais de informações entre os atores envolvidos, entre outros.

Comércio Justo, Ético e Solidário - o conceito para o Brasil

Estratégia de empoderamento dos trabalhadores assalariados, pequenos produtores urbanos e rurais e agricultores familiares, que se encontram em desvantagem econômica, ou marginalizados pelo modelo de mercado globalizado predominante, baseado em :

· Relações comerciais éticas e co-responsáveis entre os diversos atores da cadeia produtiva e entre nações.

· Remuneração justa e digna para quem produz e composição de preços transparente para quem consome, contribuindo para a restauração dos níveis de solidariedade e cidadania no interior da sociedade.

· Respeito às diversidades culturais e históricas e reconhecimento do valor do saber e da imagem das comunidades tradicionais.

· Defesa da convivência sustentável entre as pessoas e o meio ambiente.

· Promoção do diálogo entre quem produz e quem consome, como forma de se contrapor ao conceito de sucesso e prazer baseado na competição e no consumo massificado, em favor de um modelo de mercado livre para todos, a serviço da felicidade e da liberdade de todas as pessoas.

FACES do BRASIL

O Fórum de Articulação para o Comércio Ético e Solidário do Brasil - FACES do Brasil resultou do encontro de diversas experiências e iniciativas privadas e governamentais que vêm acontecendo há algum tempo no Brasil, não só relacionadas diretamente com comércio justo, ético e solidário internacional, mas também as associadas com a implementação de políticas e projetos voltados para o fortalecimento das capacidades de pequenos produtores rurais e urbanos, de diferentes setores de atividades.

Em fase de estruturação, o FACES do Brasil parte do ponto de vista de que os cidadãos e as organizações do Brasil, bem como as internacionais que atuam no Brasil ou para o Brasil, carecem de um composto referencial com foco no desenvolvimento local sustentável, na eliminação da miséria e da desigualdade social, na conservação do ambiente e no resgate das identidades e culturas territoriais. Esse conjunto inclui princípios, valores, normas, regulamentos, critérios, ferramentas, estratégias e políticas, que garantam a qualidade física e não-física dos produtos, processos e relações para um mercado justo e eqüitativo.

Que FACES são essas

São as diferentes faces étnicas que formam o povo brasileiro, sua força, sua hospitalidade, irreverência, alegria, energia.

São as diversas faces culturais do Brasil, os sabores, os saberes, os valores, os costumes, os interesses.

São as faces geográficas, os relevos e climas, fauna e flora, a Amazônia, o Pantanal, o Cerrado, a Caatinga, a Mata Atlântica, praias, campos, montanhas, desertos, mangues e outras paisagens, moradias da vida e da beleza no Brasil.

FACES do Brasil - Missão

Fomentar a criação de um ambiente favorável à construção e implementação de um sistema brasileiro de comércio justo, ético e solidário, promovendo a equidade e a inclusão social.

FACES do Brasil - Visão

Ser uma referência nacional e internacional na articulação de uma rede plural de atores para consolidar uma cultura e um sistema de comércio justo, ético e solidário no Brasil, visando o desenvolvimento sus

Notas :

FACES do BRASIL - Forum de Comércio Ético e Solidário no Brasil

E um Forum Nacional que integra uma gama enorme de atores institucionais publicos e privados, sociedade civil organizada, ongs, movimentos sociais ligados a temática e grupos produtivos. Esse carater hibrido constitui sua riqueza e o principal desafio de se constituir num processo transparente e democrático.

http://www.coordinationsud.org/Abong1/article.php3?id_article=137